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Cronograma de Ações do PPRA NR 9

O PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) é o programa de segurança do trabalho mais importante da empresa.  É regulamentado pela NR (Norma Regulamentadora) 9 do Ministério do Trabalho.

O programa existe para identificar os riscos presentes no ambiente de trabalho e apontar possíveis medidas preventivas. O objetivo é cuidar do trabalhador promovendo segurança e saúde no ambiente de trabalho.

Toda a gestão de segurança do trabalho gira em torno do PPRA. Se você acompanha nosso trabalho com frequência certamente já me viu repetindo isso algumas vezes.

A parte mais viva do PPRA é o cronograma de ações. É no cronograma de ações que todas as  inconformidades/irregularidades/oportunidades de melhoria encontradas encontram de fato previsão de melhoria.

Ergonomia não é só Análise Ergonômica do Trabalho

Quando se fala em ergonomia, a primeira coisa que se vem à cabeça é a Análise Ergonômica do Trabalho. Muita gente acredita que ergonomia que começa e termina pela análise.

A análise é apenas uma etapa da ergonomia. É comum a gente encontrar muita análise fechada na gaveta e aquilo e nada é a mesma coisa!

A primeira coisa que tem que ser feita em minha opinião é comprometer a participação da diretoria, da coordenação.

Porque se ele não comprar a ideia de nada vai adiantar fazer uma avaliação linda com todas as ferramentas, mas que vai ficar apenas no papel. Para você garantir esse comprometimento você vai ter que fazer um plano mostrar o que é ergonomia, o que a empresa está perdendo, absenteísmo, processos judiciais, quanto de recursos você vai precisar.

Após você ter convencido a alta gerência tudo bem. É importante ressaltar que o  convencimento não é para que ela aceite a necessidade da ergonomia, é para que ela abrace a ergonomia! Como assim?

Não adianta de nada o diretor dizer que você pode fazer isso, pois você sozinho não vai fazer quase nada, precisa da engenharia, da manutenção, da logística, do setor de compras, a gente precisa dos demais setores. Como é que eu vou saber por onde começar?

Eu tenho aqui alguns indicadores:

Primeiro indicador:

1 – Atestados médicos relacionados às questões ergonômicas: você vai levantar tudo àquilo que tem a ver, os atestados relacionados ligados às doenças osteomusculares.

Nesse ponto vou saber onde estão essas pessoas! Observar os setores de maior incidência e setores com pouco ou nenhuma.

Se ainda está na dúvida, observe: Quais são em média os tempo de afastamento descrito nos atestados. Quanto maior o afastamento mais grave tende a ser a situação. Nesse ponto eu começo a fazer uma triagem.

Isso vai dar erro? Pode dar, mas eu preciso de um critério

 

O que mais eu posso fazer?

2 – Queixas no ambulatório: todos os dias vão pessoas lá reclamando “hoje eu estou com dor no braço, passe por favo algum gel, ou alguma coisa para amenizar”, isso é um indicador que precisamos observar.

Qual é o setor que eu estou tendo maior incidência de queixas?

Perícias judiciais relacionadas á problemas ergonômicos.

Percebe que comecei a cruzar um monte de informação, quando eu começo a cruzar tudo isso percebo que o nosso setor mais grave é o fulano de tal.

Encontrei o setor, então posso começar pensar e fazer as análises. Só que antes de começar as análises precisarei de uma equipe, do chamado comitê.

Não adianta fazer um comitê com 30 ou 40 pessoas. Sempre falo para os meus alunos que se passar um trabalho para 40 alunos, todos vão trabalhar?

É claro que não! Vários vão ficar de mochila, vão nas costas dos outros. Então preciso que a equipe seja pequena. Não acredito em equipes grandes para fazer um determinado trabalho.

E anda tenho que tomar cuidado com quem eu vou escolher para essa equipe, se eu percebo que aquela pessoa foi indicada, mas não te nenhum interesse, tira, “mas ele é o chefe da manutenção”, é melhor alguém mais operacional que vai te ajudar do que ser o gerente.

Então coordena, define quem vai ser o comitê, treina esse comitê. Geralmente quando se vai treinar das 30 aparecem 15 pessoas, e vão comprar a ideia 5…

Pense no seguinte: Antes você tinha 2 braços agora tem 10 braços para te ajudar! Já está melhor, não?

Sempre penso assim, vou começarei sozinho, mas quando perceberem que a produção está melhorando por causa da ergonomia, conseguirei mais pessoas adeptas.

CIPA CONSTRUÇÃO CIVIL – NR-05 ou NR18

CIPA NA CONSTRUÇÃO CIVILAplicação da NR-05 ou da NR-18?

Dias desses, fazendo auditoria interna em uma empresa administradora de obras, a TST do canteiro de obras disse que a empresa estava desobrigada de constituir uma CIPA, porque a previsão do PCMAT não ultrapassaria 70 empregados.

Disse a colega que ela estava equivocada, pelas razões que seguem:

Essa dúvida atormenta muitos profissionais TST no momento da constituição de uma CIPA no canteiro de obras.

Qual NR devo atender para constituir uma CIPA no canteiro de obras? A NR-05 ou a NR-09?

RESPOSTA: Vai depender do número de empregados no(s) canteiro(s) de obras.

Vejamos a situação sob o enfoque de cada uma das NRs.

Para fins de estudos e comparações, a princípio, vamos considerar o seguinte:

 

EMPRESA COM UMA ÚNICA OBRA COM 70 empregados.

Nesse caso aplicamos o disposto na NR-18

18.33.3 A empresa que possuir 1 (um) ou mais canteiros de obra ou frente de trabalho com 70 (setenta) ou mais empregados em cada estabelecimento, fica obrigada a organizar CIPA por estabelecimento.

18.33.7 Aplicam-se às empresas da indústria da construção as demais disposições previstas na NR 5, naquilo em que não conflitar com o disposto neste item.

OBSERVAÇÃO: Veja que, de acordo com a NR-18 a constituição da CIPA é obrigada somente a partir de 70 (setenta) empregados no caso de um único local de trabalho. Se formos aplicar o disposto na NR-05, essa necessidade de CIPA seria a partir de  51 empregados (Grupo C-18a – CNAE 41.20.4)

QUANTOS MEMBROS: Para a definição da quantidade de membros na composição, aplicamos o disposto na NR-05:

Grupo C-18a – CNAE 41.20.4 –  3 TITULARES/3 SUPLENTES – Devemos respeitar a paridade descrita na NR-05

EMPRESA COM VÁRIAS OBRAS: CIPA CENTRALIZADA

18.33.1 A empresa que possuir na mesma cidade 1 (um) ou mais canteiros de obra ou frentes de trabalho, com menos de 70 (setenta) empregados, deve organizar CIPA centralizada.

18.33.2 A CIPA centralizada será composta de representantes do empregador e dos empregados, devendo ter pelo menos 1 (um) representante titular e 1 (um) suplente, por grupo de até 50 (cinqüenta) empregados em cada canteiro de obra ou frente de trabalho, respeitando-se a paridade prevista na NR 5.

EXEMPLO:

OBRA ALFA – 35 empregados

       OBRA GAMA – 25 empregados

       OBRA BETA – 45 empregados

       TOTAL DE EMPREGADOS: 105 empregados

 ATENÇÃO: De acordo com o disposto no item 18.33.2, a cada grupo de 50 (cincoenta) empregados deveríamos ter  1 TITULAR e 1 SUPLENTE – Nesse caso a nossa CIPA CENTRALIZADA seria composta por 2 TITULARES e 2 SUPLENTES.

ENTÃO: De acordo com a NR-05, quando empresa da Construção civil (CNAE 41.20.4) se enquadra Grupo C-18a, a CIPA deverá ser composta assim:

CNAE: CONSTRUÇÃO CIVIL – 41.204

COMPOSIÇÃO CIPA: 2 TITULARES  –  2 SUPLENTES

2 TITULARES e 2 SUPLENTES – Representantes eleitos pelos EMPREGADOS

2 TITULARES e 2 SUPLENTES – Representantes escolhidos pelo EMPREGADOR

EMPRESA COM UMA OBRAS – 52 EMPREGADOS

Nesse caso aplica-se o disposto nos itens 18.33.1 e 18.33.2  sendo a CIPA composta por 1 TITULAR e 1 SUPLENTE para os representantes dos Empregados e do Empregador.

Uma CIPA de 4 membros, 2 representantes eleitos pelos Empregados e dois representantes escolhidos pelo empregador.

Dessa forma percebemos que o profissional TST – Tecnólogo – Eng° Segurança – deve observar com atenção que, dependendo do número de empregados e do número de canteiro de obras, a CIPA deve ser constituída observando o disposto na NR-05 e na NR-18.

Interessante observar que,  de acordo com o item se o canteiro de obras estiver com menos de 70 empregados está obrigado de constituir uma CIPA nos moldes da NR-05, qual seja: A partir de 51 empregados.

NR-18 – CIPA

 

NR 18 – CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO

18.33 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CIPA nas empresas da Indústria da Construção

18.33.1 A empresa que possuir na mesma cidade 1 (um) ou mais canteiros de obra ou frentes de trabalho, com menos de 70 (setenta) empregados, deve organizar CIPA centralizada.

18.33.2 A CIPA centralizada será composta de representantes do empregador e dos empregados, devendo ter pelo menos 1 (um) representante titular e 1 (um) suplente, por grupo de até 50 (cinqüenta) empregados em cada canteiro de obra ou frente de trabalho, respeitando-se a paridade prevista na NR 5.

18.33.3 A empresa que possuir 1 (um) ou mais canteiros de obra ou frente de trabalho com 70 (setenta) ou mais empregados em cada estabelecimento, fica obrigada a organizar CIPA por estabelecimento.

18.33.4 Ficam desobrigadas de constituir CIPA os canteiros de obra cuja construção não exceda a 180 (cento e oitenta) dias, devendo, para o atendimento do disposto neste item, ser constituída comissão provisória de prevenção de acidentes, com eleição paritária de 1 (um) membro efetivo e 1 (um) suplente, a cada grupo de 50 (cinqüenta) trabalhadores.

18.33.5 As empresas que possuam equipes de trabalho itinerantes deverão considerar como estabelecimento a sede da equipe.

18.33.6 As subempreiteiras que pelo número de empregados não se enquadrarem no subitem 18.33.3 participarão com, no mínimo 1 (um) representante das reuniões, do curso da CIPA e das inspeções realizadas pela CIPA da contratante.

18.33.7 Aplicam-se às empresas da indústria da construção as demais disposições previstas na NR 5, naquilo em que não conflitar com o disposto neste item.

Espaços Confinados e seus Gases: Nossos Inimigos Invisíveis

Espaços Confinados e seus Gases: Nossos Inimigos Invisíveis

Com diversas complicações relacionadas ao trabalho nestes ambientes – os espaços confinados -, podemos destacar a dificuldade de acesso e a pouca ventilação (características necessárias na definição dos espaços confinados, constantes no item 33.1.2 na NR 33).Outras características das mais variadas podem existir, de acordo com cada ambiente, caso a caso.

Mas, dentre todos os fatores de risco que podem existir nos espaços confinados, sem dúvida alguma os responsáveis pelo maior número dos acidentes – e também os mais graves – são os diversos gases que podem facilmente acumular-se nestes ambientes, devido à ventilação insuficiente destas áreas.

Espacos Confinados - gases, inimigos invisíveis

Alguns destes gases estão frequentemente presentes nos espaços confinados das mais diversas atividades, e por isto todo prevencionista deve conhecê-los a fundo: suas características, as consequências da exposição dos trabalhadores, e as medidas que devem ser tomadas para a proteção adequada destes.

A priori, vamos diferenciar asfixiantes simples, asfixiantes químicos, e gases irritantes, e em seguida tratar de alguns dos gases que são encontrados mais frequentemente nos espaços confinados.

Asfixiantes Simples

Os gases classificados como asfixiantes simples, são aqueles que não são tóxicos – o risco da presença destes, está na redução da disponibilidade de oxigênio. Em baixas concentrações, salvo se apresentarem características inflamabilidade, não são especialmente perigosos.

O princípio é bem simples: se existe uma concentração muito alta destes gases, significa que existe uma concentração menor de todos os outros, porque o asfixiante simples está ocupando muito espaço no ambiente.

Com a redução da concentração de todos os outros gases, a disponibilidade de oxigênio também é reduzida. A consequência é a asfixia devido a ausência (ou menor disponibilidade) de oxigênio no ar.

Sendo generalista, poderíamos dizer que qualquer gás, não tóxico, em alta concentração no ambiente – de forma a reduzir a disponibilidade de oxigênio – é um asfixiante simples.

Um bom exemplo de asfixiante simples que é frequentemente encontrado em espaços confinados é o gás Metano.

Asfixiantes Químicos

Diferente dos asfixiantes simples, os tóxicos agem reduzindo a capacidade do nosso organismo de absorver o oxigênio presente disponível.

Certamente, sua presença ainda significa uma redução da concentração dos outros gases – incluindo o oxigênio – , mas esta não é sua principal forma de atuação, já que não é necessário haver uma redução drástica do oxigênio no ambiente para causar asfixia.

A forma de atuação destes gases no organismo é na redução da capacidade de utilização bioquímica do oxigênio: eles afetam o transporte do oxigênio no organismo pela hemoglobina. Ele continua presente, mas o organismo não consegue disponibilizá-lo para os tecidos.

Dois dos principais e mais letais gases asfixiantes químicos que são frequentemente encontrados nos espaços confinados são o Monóxido de Carbono e o Sulfeto de Hidrogênio.

Gases Irritantes

Como o próprio nome diz, são gases “agressivos”, irritantes. Sua ação consiste em danos principalmente ao trato respiratório e aos olhos, sendo que em altas concentrações agridem também a pele, podendo causar queimaduras químicas.

Em quantidade, podem causar edemas nas vias respiratórias e nos olhos, com gravidade variável de acordo com o nível de exposição e com a agressividade de cada gás.

Como os asfixiantes químicos, não são necessárias grandes concentrações para gerar graves consequências. Diferentemente deles, os gases irritantes são facilmente percebidos por causarem irritação – sendo que o limite de exposição de cada gás é variável.

Porém, é importante ressaltar que o odor ou a irritação não podem ser considerados como formas de detecção válidas para a prevenção, vez que alguns destes gases só são detectáveis em concentrações muito além dos limites de exposição permissíveis. Além disso, se há irritação é porque há agressão – o dano já está sendo causado.

Um bom exemplo de gás irritante conhecido e amplamente utilizado é o amoníaco (gás amônia).

Monóxido de Carbono

Um asfixiante químico, o monóxido de carbono apresenta alta toxicidade, podendo levar à morte em concentrações de 1% ou menos.

Sua geração dá-se através da queima incompleta de qualquer material que possua carbono em sua composição – gasolina, madeira, gás natural, carvão e inúmeros outros materiais comuns em nosso dia a dia.

Um gás não irritante, incolor e insípido (sem sabor), o monóxido de carbono dificilmente é detectado sem que sejam realizadas medições. Devido a isto e à sua alta toxicidade, ele ganhou o apelido de “assassino silencioso”.

Alguns dos sintomas da exposição ao Monóxido de Carbono são:

Exposicao ao Monoxido de Carbono
(OSHA, https://www.osha.gov )

Como o monóxido de carbono possui densidade próxima à do ar atmosférico, ele tende a distribuir-se uniformemente no ambiente. Inodoro, a única forma de detectar sua presença é com a realização de testes, com a utilização de detectores de gás.

Sulfeto de Hidrogênio e outros gases tóxicos

O sulfeto de hidrogênio pode levar à morte em poucos segundos. Com forte odor de ovos podres, supostamente poderia ser identificado pelo trabalhador – mas o trabalhador não pode contar com o seu olfato: com alta toxicidade, o gás não deve ser inalado. Também, quando em concentrações mais elevadas, ele tem a capacidade de simplesmente “nocautear” o sentido de olfato – tornando impossível detectar sua presença antes que seja tarde demais.

Pequenas concentrações causam irritações aos olhos, nariz, garganta e sistema respiratório – sensação de queimação nos olhos e lacrimação, tosses e falta de ar. Esses efeitos podem levar horas para apresentar-se, ou até mesmo dias.

A exposição mais prolongada em baixas concentrações pode causar inflamações nos olhos, dores de cabeça, fadiga, irritabilidade, insônia, distúrbios no sistema digestivo e perda de peso.

Concentrações moderadas geram consequências maiores, com irritações mais acentuadas ao trato respiratório e aos olhos, tosses, dificuldades para respirar e acúmulo de líquido nos pulmões. Também provoca dores de cabeça, tonturas, náuseas, vômitos, cansaço e excitação.

Em concentrações maiores, levam ao choque, convulsões, impossibilidade de respirar, perda da consciência extremamente rápida, coma e à morte. Estes efeitos podem manifestar-se em poucas inalações – por vezes, apenas uma inalação pode ser suficiente para levar a estas consequências.

Concentrações de 100 ppm ou mais de Sulfeto de Hidrogênio são consideradas pela OSHA como Imediatamente Perigosa à Vida ou à Saúde (IPVS).

Exposicao ao Sulfeto de Hidrogenio
(OSHA, https://www.osha.gov )

Por sua ação violenta e rápida, não são incomuns os casos de trabalhadores que tentam realizar o resgate de colegas inadequadamente (adentrando nas áreas com a presença deste gás, sem a devida proteção), e acabam tornando-se vítimas também.

Devido à sua alta densidade – quando comparado ao ar atmosférico – o sulfeto de hidrogênio tende a acumular-se nos níveis inferiores dos espaços confinados, daí a importância de realizar os testes em todos os níveis do ambiente.

Amoníaco

O amoníaco ou gás amônia, é amplamente utilizado em sistemas de refrigeração – sendo que esta amônia utilizada nos sistemas de refrigeração apresenta-se na forma de um líquido ou gás incolor, livre de impurezas, com graus de pureza iguais ou acima de 99,95%.

a amônia não é considerada “venenosa”, portanto os efeitos da exposição a este gás são limitados à irritação e aos danos corrosivos que ele causa – que são severos.

Extremamente irritante e corrosivo, o amoníaco afeta principalmente os olhos, pulmões e a pele.

Nos olhos, os efeitos vão desde pequenas irritações à destruição dos olhos, dependendo do tipo de exposição – ao gás ou a um spray de um vazamento de amônia. Ela possui alto poder de penetração nos olhos, agindo muito rapidamente.

Nos pulmões, ela destrói os delicados tecidos do trato respiratório. A exposição ao vapor de amônia pode causar crises fortíssimas de tosses, respiração dificultada ou dolorosa, congestão pulmonar, e morte.

Os danos à pele dependem muito do tempo de exposição e da concentração, e podem variar desde leves irritações até graves queimaduras químicas. Estas concentrações, quando inaladas, são letais.

Menos denso que o ar, o amoníaco tende a acumular-se nos níveis superiores, apresentando também devido a isto, um maior risco de atingir o trato respiratório.

Metano

Um asfixiante simples, os principais riscos advindos do metano são a redução da disponibilidade de oxigênio no ambiente e o fato de ser um gás extremamente inflamável. Quando na presença deste gás, quaisquer fontes de faísca podem rapidamente causar uma grande explosão.

A exposição ao Metano, além de colocar o trabalhador em risco devido a sua alta inflamabilidade, pode causar sonolência e levar à perda da consciência.

Mais leve que o ar, o metano tende a concentrar-se nos níveis superiores dos ambientes.

Metano

Com inúmeros outros gases que podem existir nestes ambientes, é impossível saber quais estão de fato presentes – e qual a concentração deles – sem realizar medições. E, independente do resultado das medições, este é apenas um dos procedimentos de segurança que obrigatoriamente devem ser seguidos: é necessário seguir todos os procedimentos definidos pela NR 33.

Com isto em mente, é sempre válido relembrar: alguns acidentes de trabalho são moderados, outros muito graves. Uma característica dos acidentes em espaços confinados, é que muitos dos acidentes que ocorrem nestas áreas, resultam em fatalidades.

Entenda a importância do Mapa de Risco e quais os passos para elaborar

Entenda a importância do Mapa de Risco e quais os passos para elaborar 

O Mapa de Risco é uma representação gráfica da distribuição dos riscos presentes nos ambientes de trabalho, sejam eles ambientes da produção, diretamente ligados a ela e até mesmo com pouco ou nenhum contato com as linhas de atividade produtiva. Portanto, escritórios, salas de reuniões, banheiros e corredores também devem ser contemplados na representação.

O Mapa de Risco é mais um parceiro interessante em favor de ações de Segurança do Trabalho na empresa.

Entenda a importância do Mapa de Risco e quais os passos para elaborar

O Mapa de Risco dos ambientes devem ser reproduzidos e fixados nos diferentes ambientes, em locais acessíveis e de fácil visualização, para informação e orientação de todas as pessoas, tanto das que trabalham em cada um dos ambientes, como das que possam vir a transitar por esses locais, em relação às principais áreas de risco.

No Mapa de Risco são usados círculos de cores e tamanhos diferentes para mostrar os locais, as intensidades e os fatores que podem gerar condições de risco e perigo e consequente possibilidade de acidente de trabalho.

 

O que é Medicina Ocupacional?

A Medicina Ocupacional ou Medicina do Trabalho é o ramo da ciência médica que estuda a relação entre a saúde dos trabalhadores e o seu ambiente de trabalho.

Sua atuação é predominantemente voltada para a prevenção de doenças e acidentes, bem como para a promoção da saúde e da melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores.

Como surgiu a Medina Ocupacional?

A relação entre a saúde e o trabalho já é estudada pela Medicina desde os tempos de Hipócrates, na Antiguidade. No entanto, o assunto só começou a ser levado a sério pelos empregadores depois da Revolução Industrial.

Com a migração da população rural para as cidades e a aglomeração nos centros urbanos e em ambientes de trabalho absurdamente insalubres, surgiram as grandes epidemias, as doenças causadas pela falta de saneamento básico e o aumento no número de acidentes de trabalho.

Logo, os governantes perceberam que a população economicamente ativa de cidades inteiras seria dizimada se não fossem estabelecidas políticas eficientes de saúde pública. Nesse contexto, no início do século XIX foram criadas as primeiras leis de proteção à saúde dos trabalhadores. Essas leis sofreram constantes atualizações, sobretudo a partir dos anos 60, quando os movimentos sindicais e operários ganharam força.

No Brasil, a legislação sobre Medicina do Trabalho só começou a aparecer no início do século XX, também devido à pressão dos movimentos sindicais. Atualmente, o tema é tratado pelo capítulo V da CLT e pelas Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho.