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A importância do Técnico de Segurança do Trabalho

Hoje mostraremos aqui a importância do profissional para a Segurança e para todos, inclusive para o bolso do empregador, que muitas vezes não se dá conta disso!

ONDE ATUA O TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO

O Técnico de Segurança do Trabalho atua em todo o tipo de empresa. Quem define a quantidade de cada profissional necessária por empresa é o dimensionamento do SESMT previsto na NR 4.

Logo, podemos dizer que o profissional tem emprego garantido por lei. Isso dependerá da quantidade de funcionários e do grau de risco da empresa.

 

FORMAÇÃO E REGULAMENTAÇÃO LEGAL DA PROFISSÃO

A profissão é de nível técnico, e é regulamentada pela Lei nº 7.410, de 27 de Novembro de 1985. Por consequência disso, no dia 27 de Novembro é comemorado o dia do Técnico de Segurança do Trabalho.


 

CBO – Código Brasileiro de Ocupações 3516-05, no qual consiste:

Títulos

3516-05 – Técnico em segurança do trabalho

Supervisor de segurança do trabalho, Técnico em meio ambiente, segurança e saúde, Técnico em segurança industrial

3516-10 – Técnico em higiene ocupacional

Descrição Sumária

Participam da elaboração e implementam política de saúde e segurança do trabalho; realizam diagnóstico da situação de SST da instituição; identificam variáveis de controle de doenças, acidentes, qualidade de vida e meio ambiente. Desenvolvem ações educativas na área de saúde e segurança do trabalho; integram processos de negociação. Participam da adoção de tecnologias e processos de trabalho; investigam, analisam acidentes de trabalho e recomendam medidas de prevenção e controle.


TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO É IMPORTANTE PARA AS EMPRESAS

Por todos os aspectos de prevenção de acidentes citados acima o Técnico de Segurança do Trabalho se faz muito importante nas empresas. E é por isso que algumas empresas mesmo não precisando de SESMT tem contratado o Técnico para tornar o ambiente de trabalho mais seguro e harmonioso. Diminuindo assim, os acidentes e as perdas advindas dele.

CONCLUINDO

O Técnico de Segurança do Trabalho é funcionário, assim como todos os outros funcionários da empresa, não é melhor e nem pior do que ninguém. Trabalha por salário como os outros, é claro que ter vocação é importante, aliás, em tudo o que formos fazer ter vocação e perfil ajuda a diferenciar os bons dos ruins.

É um profissional quem tem um trabalho que demanda uma alta carga de responsabilidade e por isso não pode vacilar. Fazer prevenção é estar vigilante, é estar do olho no ambiente, nas pessoas envolvidas e no processo de trabalho como um todo.

Linhas de Vida – Cuidados Importantes

Muitas pessoas pensam que fazer uma linha de vida é só prender uma corda num ponto outra em outro ponto e prender o cinto e pronto, segurança em linha de vida horizontal… Mas não e só isso…

Tome muito cuidado com isso. A primeira coisa é ter uma pessoa habilitada a fazer a linha de vida.

Antes de fazer a linha de vida propriamente dita é preciso um projeto que pode ser de um Engenheiro Civil, Engenheiro Mecânico ou outro Engenheiro que saiba fazer o dimensionamento, logicamente e recolher a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), pois é exigência do CREA que todos os Engenheiros o faça. Essa anotação responsabiliza tecnicamente quem elaborou o serviço.

Você pode dizer, ”ah, professor, mas não é algo tão complicado assim, vou apenas comprar uma corda que aguente mil quilos, afinal, o trabalhador não vai ter nem cem mesmo com as ferramentas, e está resolvido não tem grande problema em relação a isso”… Não é verdade!

Então vamos lá, você está considerando a resistência da corda? Será que ela vai aguentar na hora da queda a tração? Isso deve ser calculado! Pois você só está considerando só a massa do trabalhador (só o peso do trabalhador), mas a corda vai aguentar essa tração no momento da queda?

Além disso, como é que você vai fixar esse cabo de aço e essa corda? Esse ponto de fixação que estou falando que é o do cabo de aço tem grampos? Sabia que os grampos diminuem a resistência do cabo de aço? Daqueles mil quilos, sei lá quantos quilos você levou em consideração será que não vai ser isso? Sabia que quando tem um nó na corda isso também diminui a resistência da corda?

Será que o ponto se fixação vai aguentar? Ou será que em caso de acidente na hora que o trabalhador cair vai tracionar vai vir junto com a corda e com o cabo de aço?

Tudo isso tem que ser feito considerado, e só uma pessoa que tem a habilitação técnica, conhecimento e qualificação vai conseguir levar em consideração todos esses pontos.

Vamos assumir o seguinte,você fez tudo certinho e tem ART cinto com duplo talabarte, absorvedor de energia, linha de vida dimensionada corretamente por um profissional, tudo certo e o trabalhador cai…

Aí não tem problema, pois estava tudo cem por cento o trabalhador caiu, mas eu estou seguro (juridicamente), ele caiu não se machucou e está lá pendurado e agora é só tirá-lo…

Você sabia que ele pode vir até a óbito por uma coisa chamada “suspensão inerte”? Quando uma pessoa está pendurada o cinto prende as suas pernas e represa a parte do sangue isso dificulta a circulação.

Tem uma nota técnica no ministério de trabalho americano de 2004 que ele diz que essa situação de suspensão inerte pode fazer com que o trabalhador após determinado tempo desmaie, e pode vir a óbito em 30 minutos, isso não quer dizer que vai acontecer, mas sim, pode acontecer.

Espero que tenha entendido a importância de pensar neste assunto!!!

 

NR-35 – TRABALHO EM ALTURA

 

O trabalho em altura é um dos maiores causadores de mortes decorrentes do trabalho atualmente. E somente a tomada de medidas inteligentes e atreladas as normas podem mudar esse fato. Pensando nisso o Ministério do Trabalho lançou a NR 35 comentada.


 

NR 35?
A Norma Regulamentadora 35 cujo nome é Trabalho em Altura foi lançada em Março de 2012 pela Portaria SIT n.º 313, de 23 de março de 2012.

De Acordo com Anexo:
35.1.1 Esta Norma estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta atividade.

35.1.2 Considera-se trabalho em altura toda atividade executada acima de 2,00 m (dois metros) do nível inferior, onde haja risco de queda.

Espaço Confinado – o que você precisa saber para se proteger de acidentes?

Por: Tônia Amanda Paz dos Santos (a autora permite cópia, desde que citada a fonte e/ou indicado um link para este blog)

 

Apesar de não existirem estatísticas precisas no Brasil, pois o Ministério do Trabalho ainda não registra uma classificação de acidentes de trabalhos ocorridos em Espaços Confinados, é consenso, por parte de especialistas em Segurança do Trabalho, que o número de acidentes nestes ambientes é muito alto.

Além de serem frequentes, os acidentes de trabalho em Espaços Confinados geralmente são fatais. Eles acontecem por diversos motivos, sendo o principal a falta de informação sobre os riscos inerentes à atividade.

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